quinta-feira, 22 de abril de 2010

Trabalhar com Deus e não pra Deus.

Tenho refletido nesse tempo sobre o trabalhar pra Deus e o trabalhar com Deus... Percebi que me perdi em fazer muito pra poder me sentir mais perto, mais intima de Deus, parece que pelo muito fazer eu iria "pagar o preço" que Só Ele conseguiu pagar por mim, percebi que eu estava matando a mim mesma através de sacrificios que me trouxeram fardos e falta de qualidade de vida, a vida em abundância eu já não entendia mais... Entendi que não é pelo fazer muito, mas pelo viver muito. Entendi que negar a mim mesmo, não é matar a mim mesmo e, para eu de fato conseguir negar a mim mesmo preciso entender que devo fazê-lo com a Graça pois senão estaria me suicidando aos poucos. Penso que Ele me ama por inteiro, Ele não está preocupado apenas com a minha alma, mas com a minha pessoa e isso significa vida vivida diariamente em abundancia ,com aflições, sem aflições mas cheia de graça e misericórdia. Descobri que andar no Espirito não é ser "sobrenatural", mas é admitir que preciso ser guiada por Ele e Ele zela pelo meu corpo, alma e espirito. Então, decidi admitir minhas fraquezas, parar de querer ser um ET Gospel, em ser sobrenatural, e andar como uma pessoa que admiti suas fraquezas, sua humanidade pra que Ele cumpra em mim a sua missão que é o de me reconciliar dia após dia ao Pai. Quero parar de querer ser igual a Ele, quero adimitir minhas fraquezas pois entendi que isso o atrai e assim ele se manifesta em mim pois Ele veio para os fracos, os enfermos, os que precisam dele pra permanecer ainda aqui nesta terra.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Agrada-te do Senhor

Uma vez eu ouvi uma pessoa dizer:
“Agrada o Senhor que Ele satisfará o desejo do teu coração...”
E então eu fui procurar esse versículo na Bíblia, e me surpreendi ao descobrir que aquela pessoa havia distorcido o significado do versículo.
Percebi que na verdade, não estava escrito “agrada o Senhor”, ao invés disso estava escrito: “Agrada-TE do Senhor...”.
Muitas pessoas passam desapercebidas por esse detalhe nesse versículo de Salmos 37, isso porque é muito mais cômodo para a nossa alma acreditar numa (falsa) interpretação que nos beneficie a todo custo.
Porém, na verdade não é bem isso que está escrito.
Outro dia eu estava orando em pensamento assim:
“Ah Senhor, eu queria tanto que o meu escolhido fosse um homem assim e assim... Mas tu sabes Senhor, eu abro mão desse meu desejo, abro mão disso por Ti, abro mão dessa minha vontade para fazer a Tua vontade. Que seja feita a Tua vontade. Se esse desejo que eu tenho for da tua vontade, então ótimo. Mas se não for, eu não quero.
Prefiro abrir mão da minha vontade (que comparada a vontade de Deus é imperfeita) para viver a vontade de Deus para mim, que é perfeita (além de boa e agradável).”
E então, mais uma vez, o Espírito Santo trouxe a minha memória o pensamento:
“...Ao abrir mão da sua vontade, é possível que você receba a realização dela.”
Porque? Porque é justamente quando abrimos mão do que tanto queremos, que aquilo se realiza?
Porque esse é um princípio espiritual, ele está escrito na Palavra.
E se está escrito, podemos viver isso.
Vamos analisar o que diz em Salmos 37.4:
Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
Esse versículo quer dizer o seguinte:
Agrada-te do SENHOR (que o seu maior “agrado” e prazer, seja o Senhor. Agrade a você com as coisas do Senhor) , e ele satisfará os desejos do teu coração (e então, como conseqüência disso, Ele satisfará os desejos do teu coração. Ou seja, Ele satisfará os desejos da tua alma, das tuas vontades. Ele vai te dar o que você deseja, o que você pensa e tem vontade).
Imagine viver isso...
Imagine Deus, o Senhor do Universo, olhando para dentro do seu coração, vendo o que você deseja, e satisfazendo a sua vontade...
Não é um sonho?
Não é o que todos gostariam de viver?
Pois é, está na Palavra de Deus esta promessa, está escrito que podemos viver isso. Mas o que muitos esquecem é de observar que, para viver isso, há uma condição, uma condição que não é tão fácil como parece.
A condição está descrita no próprio versículo.
Você precisa: Agradar-se do SENHOR... em primeiro lugar.
Traduzindo:
Para viver isso, o seu maior “agrado” e prazer na vida precisa ser o Senhor.
Para poder viver isso, você precisa agradar a si mesmo (ter prazer)
nas coisas DO Senhor (Agrada-te do), precisa ter prazer em fazer as coisas (a vontade) DO Senhor, e não ter prazer em fazer as suas próprias vontades.
Para viver isso, você precisa agradar-se mais (Agrada-te)
com as coisas do Senhor do que com as suas próprias coisas, e do que com as coisas que este mundo oferece.
Simplificando: Para viver isso é necessário fazer a VONTADE DE DEUS.
E não a sua vontade.
É necessário que a vontade de Deus seja o seu maior prazer na vida, e quando isso acontecer...
A conseqüência disso será o seguinte:
...Ele satisfará os desejos do teu coração.
É assim que funciona esse princípio.
Deus é muito inteligente, não é?
As coisas não são do nosso jeito, são do jeito dEle.
Alguém poderia tentar manipular a Palavra de Deus e tentar driblar esse princípio dizendo (da boca pra fora) que “Deus é o seu maior agrado e prazer na vida...”.
Porém, não há como enganarmos a Deus. Ele sabe se isso é verdade ou não dentro de nós. Ele vê bem lá no fundo do nosso coração.
Durante muito tempo na minha caminhada Cristã eu tentei driblar esse princípio (risos). Me lembro que eu orava e dizia ao Senhor:
“Pai, Tu sabes que hoje em dia Tu és o mais importante na minha vida, e etc...”
Mas na verdade, no fundo no fundo... ainda não era.
E o Espírito Santo suavemente me dizia:
“E quanto a tal e tal coisa que você ainda não abriu mão?”
“E quanto aquilo e aquilo outro que Eu já te mostrei que você tem que mudar?”
“Como você pode dizer que Eu sou o mais importante, ou que Estou em primeiro lugar no seu coração, se você ainda não consegue abrir mão de certas coisas por Mim?”
E então eu me quebrantava e chorava na presença de Deus... Pedia a Ele que me transformasse mais e mais... E foi o que Ele fez.
Deus é tão sábio, tão Maravilhoso que estabeleceu regras perfeitas para que nós pudéssemos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade dEle.
Hoje em dia eu realmente vivo isso. Realmente amo o Senhor acima de todas as coisas em minha vida. E como é bom viver “nesse lugar” em Deus. Um “lugar” onde nada nem ninguém pode nos atingir, nem nos fazer desistir, porque a nossa motivação não está em coisas passageiras, visíveis e corruptíveis... Mas está na eternidade ao lado dEle.
Hoje em dia eu tenho muitos testemunhos para contar que comprovam esse versículo de Salmos 37, poderia contar muitas historias vividas nesses anos, onde vi os desejos do meu coração serem realizados. Algumas vezes eu somente pensei, nem cheguei a orar... E Deus simplesmente realizou aquele desejo ao ouvir meu pensamento... Não é incrível?
Você quer viver isso?
Então faça o que diz em Salmos 37.4, agrade a si mesmo com as coisas do Senhor, faça a vontade dEle. Pois o que mais agrada a Deus é isso, fazer a vontade dEle. E a maior vontade dele é que Ele seja o centro no seu coração.
Quando Ele ocupar o primeiro lugar no seu coração, nas suas vontades, nos seus pensamentos... Aí sim, Ele satisfará os desejos do seu coração.
Ele não abre mão do lugar dEle dentro de você:
O primeiro lugar no seu coração pertence a Ele.
Ele tem que ser o seu maior agrado, o seu maior prazer nesta vida.
“Agrade a você mesmo com as coisas do Senhor, e aí Ele satisfará seus desejos e vontades...”
Que Deus te abençoe,
Missionária Sarah Sheeva
19/03/2010              

terça-feira, 23 de março de 2010

O Poder de um Sorriso

Um sorriso não custa nada, mas cria muitas coisas.
Dura só um momento, mas sua lembrança perdura pela vida a fora.
Não se pode comprá-lo, mendigá-lo, pedi-lo emprestado ou roubá-lo.
Não tem utilidade enquanto não é dado.
E por isso se no seu caminho encontrares uma pessoa
por demais cansado para lhe dar um sorriso, deixa-lhe o seu,
pois ninguém precisa tanto de um sorriso quanto
aquele que não tem mais um a oferecer.
Seu sorriso será tão precioso para esta pessoa
que no momento que ela receber ela sentira a magia
da felicidade incendiar o seu viver, e ela de gratidão
lhe retornara um belo e meigo sorriso.
Por isso minha querido amigo a , conserve este brilho
de alegria em seu rosto, pois mesmo que você não
perceba através do seu sorriso, você transmite para
as pessoas que caminham ao seu lado forças, alegrias e coragem
Um sorriso não custa nada, mas cria muitas coisas.
Dura só um momento, mas sua lembrança perdura pela vida a fora.
Não se pode comprá-lo, mendigá-lo, pedi-lo emprestado ou roubá-lo.
Não tem utilidade enquanto não é dado.
E por isso se no seu caminho encontrares uma pessoa
por demais cansado para lhe dar um sorriso, deixa-lhe o seu,
pois ninguém precisa tanto de um sorriso quanto
aquele que não tem mais um a oferecer.
Seu sorriso será tão precioso para esta pessoa
que no momento que ela receber ela sentira a magia
da felicidade incendiar o seu viver, e ela de gratidão
lhe retornara um belo e meigo sorriso.
Por isso minha querido amigo a , conserve este brilho
de alegria em seu rosto, pois mesmo que você não
perceba através do seu sorriso, você transmite para
as pessoas que caminham ao seu lado forças, alegrias e coragem

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

“eu e a minha casa servimos ao Senhor”

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolha hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”(Js 24.15)

Através de um o meu Deus salvo a todos da família

A Bíblia diz que Deus olhou para a Terra a procura de um justo e Ele encontrou Noé porem Deus não salvou apenas Noé, mas Deus salvou também a família de Noé, a Bíblia não diz que era a família de Noé justa, porem Deus a salvou. Sabe o que eu entendo nisso? Eu entendo que através de você Deus salvará Toda a sua família, Ele salvará teu filho tua filha teu esposo tua esposa a todos, basta você crer. E um dia você dirá com bom orgulho “eu e a minha casa servimos ao Senhor”.

Agradeço a Deus, em Nome de Jesus. Amem.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais uma digressão pessoal





Digressão é mudar de assunto, necessária para ainda ficar no tema: Pelados, mas santos, por uma teo-filo-missio-antropo-socio-logia sem ataduras culturais.


Bráulia Ribeiro

Enquanto eu caminhava pela mata, nos sobes e desces poças e troncos meu espírito se angustiava. Meus companheiros de caminhada são dois colegas de missão, um casado com uma de minhas melhores amigas, outro solteiro recém-chegado, estrangeiro, que conheço pouco. A possibilidade de ter aqueles olhares masculinos sobre meu corpo nu, me incomodava profundamente. Para os índios a nudez é parte da vida, como eu já disse uma sociedade nua pode ser até mais honesta, os traseiros são rostos, e como nos rostos o refletir do tempo não são uma vergonha, mas uma honra. Mas para nós animais urbanos pós-modernos cidadãos do país campeão mundial em implantes de silicone não é assim.

“- Sempre me meto em confusões, porque eu tinha que inventar esta visita, os índios nem se importam comigo, sou mulher e mulher não vale um tostão, se fosse o Reinaldo seria melhor, ele é forte, eles iriam gostar de revê-lo, mas eu, tô por fora, não posso nem cantar como pajé porque mulher não canta, houve só uma há muito tempo atrás… E agora vou ter meu traseiro exposto pra estes caras… Suprema humilhação, se eu fosse homem nem iria ligar, mas sou mulher e meu traseiro tem que ser uma espécie de patrimônio pessoal…. Quem sabe eu deveria ter feito implante ou lipo, esta vida de missões, nunca se tem tempo ou dinheiro para se cuidar de si mesmo…”

O sentimento de inadequação me sufocava. Dizem que a floresta absorve muito mais gás carbônico do que é capaz de expelir, e o oxigênio é abundante. Mesmo assim ela vai se tornando numa caverna escura na medida que se entra nela, e te envolvendo com um sentimento claustrofóbico imenso. Uma outra mulher da missão ia comigo, mulher de Deus também casada, alguns anos mais jovem e que anda investigando a luta contra as injustiças sofridas pelas mulheres ao redor do mundo. Não liguei as coisas, não entendi o que estava acontecendo, só continuei a me lamuriar pelo que teria que passar, e a questionar a validade de meu ministério ali.

Na verdade o sentimento de inadequação já me perseguia há algum tempo, desde que há alguns meses atrás assumi o posto de presidente nacional da missão. A partir daí passei a viver como um condenado diante do pelotão de fuzilamento. Um gesto fora do lugar, uma palavra, um grito e pumba, pápápápá, seria o fim… Porquê? Sou mulher. Carrego o mundo no ventre, gero o mundo. Ali na selva todo este sentimento injusto de cobrança se tornou no pavor concreto de ser vista nua. Ficaria nua não só no corpo, mas no caráter, no ministério, na personalidade, na espiritualidade. Seria vista no raio x, eu mulher, mais branca do que deveria, mais pesada do que deveria, imprópriamente mulher no mundo da supremacia masculina.

Foi no meio de uma trilha completamente alagada que a voz de Jesus começou a sussurrar no meu ouvido. Mais de meia hora com água pela cintura, cruzando um igapó, (mata submersa) carregando a mochila mais alta para não molhar e fincando uma vara pontuda na lama à frente antes de pisar para ter certeza de que não haviam arraias deitadas esperando para enterrar seu ferrão nos nossos pés. O frio da água, a lama dificultando os passos, a sombra do igapó e a voz de Jesus me dizendo: “Fica triste não minha filha, eu te enviei. Você é mulher mas não é inadequada. É como mulher que você vai pisar lá, emissária da minha palavra. Me lembrei de minhas colegas de missão que por muitos anos trilhavam aquele mesmo caminho carregando nas costas seus filhos para ir viver na aldeia. Pensei em toda revelação do amor de Deus que elas representavam como mulheres do mundo de fora, estrangeiras aquela realidade indígena pisando ali, orando ali, cantando, vivendo Jesus e seu amor pelas viúvas e orfãos da tribo, pelas meninas adolescentes, pelos garotos.

Mulher, mas não inadequada, acho que repetia em voz alta, enquanto dava meus passos desajeitados na lama. Chegamos depois de quase seis horas de caminhada pesada. Revi minhas amigas antigas, vi as viúvas, as velhas e as novas adolescentes casadoiras. Conversamos principalmente sobre sexo e comida (este é o principal tema de conversas em todo mundo creio eu, e na tribo também). Pedi uma tanga emprestada, veio o ritual da pintura, com leite de peito e cuspe. Veio a nudez, e ela me caiu bem. Via os colegas de missão há alguns metros de distância um tanto constrangidos. Via a alegria de minhas amigas indígenas e como celebraram minha chegada, meus seios à mostra, mas não me envergonhava mais. Não sou inadequada. Estava ali por Jesus.

Minha colega tomou coragem na minha coragem e também se desnudou. As meninas da tribo então nos tomaram pela mão e nos levaram para uma outra casa comunitária próxima onde celebramos longamente com muito canto, choro, orações a presença de Deus no nosso meio, no meio do povo, seu consolo para os corações cansados, seu perdão para os corações amargurados. Tomamos autoridade de pajés espirituais, mesmo que para aquela cultura não fosse totalmente apropriado mulheres fazerem isto. Para Deus eu era.

Na volta um dos companheiros disse que não precisávamos ter ido tão longe.

Me desculpe colega, mas vou até onde Jesus vai comigo. E ele foi além da vergonha da nudez para a vergonha da cruz… Quando Pedro resistiu contra a necessidade de Jesus ir para Jerusalém para morrer, eu também resisto às vozes religiosas que diminuem a amplitude do sacrifício e a ousadia necessária na obra missionária. Eu havia me desnudado não só no físico, mas do meu machismo. Eu era machista e pequena aos meus próprios olhos e não sabia. A doença do machismo estava oculta na mente de uma mulher que representa o conceito quase que oposto a ela.

Eu precisava ir “tão longe” e o povo também precisava de me ver ali encarnada de índia, literalmente. Não sei se os que lerem vão entender o que quero dizer. Acho que tem a ver com ser mulher, e sentir nua neste mundo masculino, e do valor que temos diante de Deus apesar de tudo… É isto.



Bráulia Ribeiro, missionária e autora de Chamado Radical. Este ensaio é parte do novo livro em gestação, gentilmente twittado pela autora para o Genizah. Leia outros trechos em Oodoborogodo's Blog