domingo, 20 de novembro de 2011

Formatura da 1ª Escola de Missões Nação Belém

Aconteceu nesta quinta feira dia 10/11 a formatura dos guerreiros que chegaram ao fim nesta escola.
Marcus Vinicius, já era missionário muito antes da escola nação Belém, ele dirigi o culto aos sábados no presidio do Americano. Eu acredito que ele vai pra Laos...
Luana, MILO de coração, líder do Sopão juntamente com o Anderson.
Mauricio, Líder Nato, acabou de assumir um grande desafio, liderar o trabalho de reabrir a igreja de Jutuba, ele é um dos nomes mais cotados para assumir a MILO.
Alinhe, a segunda Maior nota da Turma toda, teve seu comentário sobre a leitura obrigatória publicada no blog, e juntamente com o Mauricio assumir um grande desafio, liderar o trabalho de reabrir a igreja de Jutuba.
Rosikelma, há quando essa menina crescer, ela era a mais nova, tinha 14 anos, mas era uma das mais maduras, tanto que tirou a maior nota de toda turma. 

Alem destes também se Formaram, a Lorena, Uma guerreira, foi dificilíssimo fazer a escola, mais ela conseguiu. Tiago Melo, o Guamá Já tem um missionário que vai conquistar quele lugar. Tafta, a Malásia está te esperando. Rosikelma, a terceira maior nota da turma, uma obreira preparada, só falta ir. Diana, etá fogo, essa mulher vai incendiar onde passar. Muriel, eu acredito no seu chamado. Tiago Monteiro, Não desista de seu sonho, do Japão o Senhor vai te dar muito mais...

Estes estão entrando a um seleto grupo dos "quais o mundo não é digno" (Hb 11:38).
Miss. Rodrygo Gonçalves
Diretor da Escola de Missões Nação Belém

domingo, 13 de novembro de 2011

Entre a dúvida e a certeza

Há cristãos para os quais perguntar é pecado. Gente para quem o discurso de Moisés: “as coisas encobertas pertencem ao Senhor” é o ponto final para qualquer conversa que os faça repensar seus dogmas. Diante disso, vale a pena pensar: Há espaço para questionamentos na sua fé? 

O ponto de partida desta repulsa aos questionamentos, para muitos, parece ser a idéia de que fé é sinônimo de certeza e, consequentemente, antônimo de dúvida. Nessa lógica, quem crê não pode duvidar. Tomé e sua experiência com o Cristo ressurreto reforçam o mito da dúvida como pecado.

Acontece que, ao menos na perspectiva cristã, fé e questionamento não pertencem a polos que se repelem. Fé tem mais a ver com confiança do que com certeza. E na confiança há espaço para perguntas, quer elas confirmem ou não as nossas convicções.

Na verdade, não há convicção que não tenha sido gerada pela dúvida. Como uma tese decorre de algumas hipóteses, o que se tem como certo é fruto do que, antes, se tinha como provável. E no exercício da fé, há espaço para ambas: a probabilidade e a convicção.

Fé é um dom que oscila entre a dúvida e a certeza, e que se sustenta não em um pólo ou em outro, mas em suas raízes fincadas na confiança. Não se trata de saber todas as coisas, mas de saber que alguém sabe. Não se trata de não perguntar, mas de descansar no caráter de quem – respondendo ou não – conhece.

Nesse mundo onde só Deus é dono da certeza, só se dá o direito de exercitar a fé quem se permite oscilar entre questionamentos e convicções.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Casamento no Ministério Reconciliação: Marcio e Suze

Parabéns a Marcio e Suze, nossos amigos, parceiros e irmãos.

Neste sábado, dia 22 de outubro de 2011 foi celebrado a cerimônia de casamanto destes dois amigos. Para nós do Reconciliação foi um prazer poder cantar, dançar, aplaudir... enfim, Deus esteve presente e a alegria contagiou nossos corações.

Marcio e Suze, vocês lutam pelo Reino de Deus aqui em nossa cidade das Mangueiras, como é bom ver e sentir o amor, a unção, dedicação de vocês para com as ovelhas dessa terra. Ter vocês no Reconciliação é reconhecer que em momentos difíceis o Senhor se manifesta com fidelidade, nos trazendo reforço e amparo, vocês nos ensinam a servir esse Rei, nos ensinam a deixar bandeiras denominacionais e títulos para olharmos o alvo e prosseguirmos. Amamos vocês e certos de que é infinitamente mais daquilo que pedimos ou pensamos; esse versículo tem muito haver com a história de amor de vocês. Que Viva o amor!!!

Thatiana Rodrigues

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

HÁ ABUSOS EM NOME DE DEUS


Esta é uma entrevista dada por Marília de Camargo César dada a Revista ÉPOCA acerca de Abusos Religiosos. Ela escreveu um livro chamado FERIDOS EM NOME DE DEUS, pela EDITORA MUNDO CRISTÃO.


Sinceramente, li o livro e ela mostra todos os esquemas de manipulação em vigor nas igrejas evangélicas. Indico o livro como forma de ajuda para pessoas que passaram pelo processo de abuso religioso. Leiam e tirem suas próprias conclusões.
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HÁ ABUSOS EM NOME DE DEUS
por Marília Camargo César

Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos.
A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.

ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César – Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.

ÉPOCA – O que você considera abuso religioso?
Marília – Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele diz: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa”. Então, essa mulher pede um conselho e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, que tem melhor reputação.

ÉPOCA – Seu livro questiona a autoridade pastoral. Por quê?
Marília – As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais (não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista), que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, Jesus Cristo é o único mediador. Mas o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes de sua vida, você precisa dele. Se você recebe uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar com aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa de sua vida. E ele está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.

ÉPOCA – Você afirma que não é só culpa do pastor.
Marília – Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho. A grande crítica de Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo suas decisões de adulto, que são difíceis, para a figura do pai ou da mãe, substituí¬dos pelo pastor e pela pastora. O pastor virou um oráculo. Assim é mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para culpar pelas decisões erradas.

ÉPOCA – Quais são os grandes males espirituais que você testemunhou?
Marília  – Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do diabo. Há pastores que afirmam que a terapia fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem de ser forte. E dizem isso apoiados em textos bíblicos. Afirmam que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que, com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele.

ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília – Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.

ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida da pessoa. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para legitimar essas práticas.

ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica...
Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. O pastor evangélico virou um papa, a figura mais criticada pelos protestantes, porque não erra. Não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. Mas é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma, e eu concordo com ela.

ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília – Eu não acho. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.

ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso.
Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Uma boa dica é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como querer ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem. Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que se discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado.


REPORTAGEM de Kátia Mello, Revista ÉPOCA, 29 junho 2009 /N.580, pg. 69-70.
*Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas. Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero .Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão) .