quinta-feira, 5 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

E se o "Filho Pródigo" Fosse Gay?

Ultimamente tenho aconselhado algumas pessoas que assumiram a condição de ser homoafetivas. Para evitar confusões, “homoafetivo” é o indivíduo que gosta e sente-se atraído por pessoas do mesmo sexo.

Curioso é que, em comum entre eles, está o fato de suas narrativas carregarem muita dor e tristeza. Elas envolvem – além dos preconceitos sociais já conhecidos – discriminação familiar, violência, abandono dos pais, expulsão de casa, chantagem, ameaças, boicotes, dentre outras questões.

Uma coisa que me chamou a atenção é que, a grande maioria deles, vem de “famílias evangélicas”! Depois de saber disto, ficou mais fácil compreender o porquê de terem desenvolvido uma profunda aversão ao que é ligado ao “sagrado” e a “igreja”. Impossível foi não lembrar de Victor Hugo: “a tolerância é a melhor das religiões”...

Você já ouviu falar do efeito borboleta? Bem, trata-se de um termo usado para se referir à dependência às condições iniciais dentro da chamada Teoria do Caos. Ele foi analisado em 1963 pelo matemático e filósofo Edward Lorenz. Numa explicação simplista, imagine um sistema caótico e extremamente sensível, onde uma pequena alteração no seu estado pode produzir uma enorme diferença no futuro. É mais ou menos isto. O exemplo clássico, que tem sido utilizado para ilustrar a teoria, é afirmar que o simples bater de asas de uma borboleta no hemisfério sul, pode provocar um furacão no hemisfério norte.

Pois bem, utilizando esta teoria, e vivendo as nuances do contexto citado acima, imaginei como ficaria a parábola do filho pródigo, descrita por Jesus no Evangelho de Lucas, se eu fizesse nela uma pequena alteração, ou seja, se transformasse o dito cujo em um gay? O que aconteceria se, ao contextualizar o personagem as idiossincrasias de nosso tempo, atribuísse a ele uma orientação sexual homoafetiva?

Bem, sendo muito sincero, acho que haveria uma profunda mudança nessa história se ela se transformasse num drama atual da vida real. Na minha narrativa, construída a partir do que tenho visto e ouvido, os desdobramentos tomam rotas bem diferentes dos da parábola.

Em primeiro lugar, não seria o filho que pediria a herança ao pai para “cair no mundo”, mas o pai – ou a mãe – é que lhe botariam para fora de casa, se possível, apenas com a “roupa do couro”, como vi recentemente acontecer com o filho de um “pastor”...

Sem dinheiro, sem abrigo, sem auxílio ou amigos, aquele jovem, provavelmente, seria acolhido pelas “ruas”, encontraria uma nova “família”, formada por cafetões, traficantes, viciados e bandidos de toda sorte, gente que nós expurgamos da sociedade e relegamos a uma vida a margem de tudo, a existência marginalizada.

Passados alguns anos, aquele jovem bonito, saudável, cheio de sonhos, já teria se transformado em um ser sem coração, sem devoção, sem emoções, existiria como um “pedaço de carne” que se vende numa esquina qualquer para sobreviver. É muito provável que, em função dos convívios, tenha se tornado viciado e adquirido alguma doença sexualmente transmitida, como a AIDS, por exemplo.

No fundo do poço, sem dinheiro, sem dignidade, sem saúde, desencontrado de si mesmo, perdido de sua alma, sentindo-se abandonado por Deus, desterrado da vida, ele, enfim, cai em si, e exclama: “voltarei para a casa do meu Pai!”.

Contudo, seria justamente aí onde seu problema tomaria proporções ainda maiores, pois, ao voltar, o pai não o estaria esperando e, surpreendido com sua “triste figura”, o rejeitaria mais uma vez. Não seria de admirar que afirmasse algo do tipo: “eu não lhe avisei que não destruísse a sua vida? Que o que você estava fazendo era abominação ao Senhor?! Agora, viva com as conseqüências de seus atos!”. E o despediria sem maiores constrangimentos... como desgraçadamente tenho visto acontecer.

Essa história, apesar de ser ficção, tem se materializado na existência de muitos, talvez bem mais do que você imagine! Mas certamente alguém vai indagar: o que é que este sujeito está querendo defender? Ele agora virou apologeta do homossexualismo? Entrou para a causa do movimento LGBT?

Bem, meu amigo, a questão aqui não é esta. Eu estou, sim, defendendo a vida, o direito de um filho ser acolhido, em qualquer que seja a circunstância, pelo seu pai, pela mãe, pela sua família! Eu estou tentando aguçar consciências de que não é jogando as pessoas no “lixo” que elas se tornarão melhores, pois pessoas não são coisas: coisas a gente usa e joga fora; pessoa a gente ama!

Na parábola descrita por Jesus, o filho mais novo lançou-se na vida, depois de pedir ao “Pai” o imponderável: a herança! E isso enquanto o mesmo ainda estava vivo! Além do mais, sendo ele o mais novo, não tinha direito a absolutamente nada. Santo Agostinho, quanto trata deste texto, afirma que o que o filho pediu ao “Pai” não foi dinheiro, mas a liberdade de viver a sua própria vida, de experimentar aquilo que lhe aprouvesse ao coração.

E assim o filho se foi... Seu bolso estava cheio de dinheiro, enquanto o coração do “Pai” cheio de tristeza e dor. Ele foi para a esbórnia, para a fanfarra, para a boemia, para a dessignificação do ser, para um viver dissoluto, que diluiu sua substância interior e transformou sua alma em pasta.

Na minha parábola, todavia, ninguém se preocuparia com nada disto, pois, ele sendo “homem”, faria tudo sem maiores problemas, uma vez que contaria com a anuência da consciência coletiva machista. Quando a grana acabasse, e ele decidisse voltar para casa, o pai faria até festa para recebê-lo, pois o “garoto” havia crescido, virado um “garanhão”, aprendido a beber e a fumar! Sim, posso até ver o pai dizendo aos amigos: “olha lá! Aquele ali é o meu “menino”! Enquanto isso, o “bebezão” estaria se esbaldando no John Walker com Red Bull. No fundo, a questão é puramente cultural, pois o que estamos tratando é de pecados mais ou menos aceitos socialmente, que carregam ou não preconceitos. Um filho pródigo "homem" todo pai aceitaria. Mas, e se fosse gay? Bem, aí já é demais...

É bem provável que muita gente que vai ler este texto não o entenda... Outros tantos vão “descer o pau” e me chamar de liberal e outras coisas mais... impublicáveis... Mas a verdade é que eu não estou escrevendo para nenhum deles... Ainda assim oro para que jamais tenham que passar por um drama desta natureza.

Este difícil texto, meu “mano”, eu escrevo para você – pai – mãe – que tem um filho, uma filha, homossexual. E eu lhe suplico, em Nome de Jesus, não a(o) jogue na sarjeta da vida! Não o(a) entregue aos “lobos” da existência! O simples fato de você acolhê-lo(a) e amá-lo(a) pode fazer a grande diferença entra a vida e a morte! Nas palavras de Gandhi: “tolerância é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera”, ou seja, você não precisa concordar com tudo o que ele faz, mas necessita amá-lo por tudo que ele é!

No texto de Lucas, sempre fiz a abstração de que, todos os dias, aquele “Pai” ficava no alpendre de sua casa, olhando fixamente para o horizonte, esperando com coração sofrido o dia em que seu filho voltaria para casa. O tempo passou... mas, num certo dia, ele apontou na estrada empoeirada. Chegou mal-cheiroso, mal-amado, mal-resolvido. Chegou todo “quebrado”, cortado pela navalha fria da vida, com lágrimas nos olhos e sangue nos pés. Contudo, que importava tudo isto, se ele havia voltado?

Uma coisa, todavia, para aquele jovem descrito por Jesus, fez toda a diferença: foi quando o “Pai”, com emoção incontida, afirmou: “este meu filho estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado” e, beijando-o e abraçando-o o recebeu de volta. Como bem disse Geoffrey Chaucer: “a misericórdia vai além da justiça”.
Carlos Moreira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Concepções humanas de existência espiritual, emocional e física.

Somos seres dotados de características que nos privilegiam diante dos demais seres vivos. Tal condição nos leva a preservar o universo que nos cerca, refletindo que nossa existência também depende das relações que estabelecemos com os outros seres vivos. Assim, o ser humano estabelece organizações sociais onde governa, domina o universo a partir de suas necessidades, em rumo a descobertas para sua constituição eficaz neste planeta.

Pela Bíblia podemos nos ver como criaturas de um Deus que apesar de sua Soberania decidiu estabelecer um relacionamento pessoal com a humanidade.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. (Gn.  1: 26). 

Características de Deus em nós:
  • Intelectualismo, estabelecimento de comunicação.
  • Vontades.

A constituição do Corpo, Alma e Espírito.

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente”. (Gn. 2:7).

Segundo o Miss. Watchman Nee, em seu livro “O poder latente da Alma”, pelo  entendimento comum, a alma é a nossa personalidade. Quando o espírito e o corpo foram unidos, o homem tornou-se alma vivente. A característica dos anjos é espírito e a dos animais inferiores, tais como as feras, é a carne. Nós humanos, temos ambos: espírito e corpo. Mas nossa característica não é nem o espírito nem o corpo, mas a alma. Temos uma alma vivente.

A Alma Humana.

A palavra alma se traduz da palavra hebraica “nephesh” e do grego “Psychê, originalmente significa:” hálito de vida. NEPHESH em alguns casos na Bíblia se refere à pessoa como um todo, ou seja, como um ser que vive. Enquanto que no grego a palavra PSYCHÊ se refere à parte interior, invisível e imortal do homem, ou seja, sua ALMA. Portanto, NEPHESH é a vida limitada, a vida biológica, aquela presente nos animais e nos seres humanos que se encerra com a morte, enquanto PSYCHÊ é vida ilimitada, imortal, a ALMA em SI, aquela vida que se criou pela junção do espírito humano com o corpo humano no ato criativo de Deus em Genesis 2.7.

O Espírito Humano.

 A palavra espírito vem do hebraico “RUASH” da qual se deriva o vocábulo Grego “PNEUMA” que se traduz por espírito, literalmente significa o movimento dinâmico do AR. O espírito humano é a sede legal da VIDA em todos os sentidos segundo a Bíblia em Gn. 2.7. Referindo-se àquela parte do homem que tem conhecimento, e que habita dentro do Homem (corpo). “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”. I Cor. 2,11. O espírito representa a natureza maior do homem e rege de modo elevado o caráter do homem, o espírito procura reger o homem segundo o conceito de Deus, tentando transformá-lo cada dia na verdadeira imagem e semelhança do Pai, a fim de cumprir sua missão. “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”. I Tess. 5.23. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Mt 26. 41.  O Espírito na verdade pode ser considerado como aquela parte do homem que é consciente e preparada, cuja missão primária é levar o homem a Deus.

O corpo humano.

O idioma hebraico trás várias palavras para definir CORPO, mas a principal delas é GEWYA que é usada principalmente no sentido de cadáver. O corpo tem funções específicas e é através do corpo que o homem mantém contato com o mundo físico, sendo esta sua principal função. O novo testamento faz uso da palavra grega SOMMA que se traduz corpo para se referir ao corpo humano. O corpo foi criado por Deus como elemento essencial para a existência do homem. Através do corpo o homem se torna senhor de si mesmo e de todo mundo em que vive. Assim sendo o corpo é elemento essencial do existir, viver, conhecer, desejar, fazer e sem ele homem não seria capaz de alimentar-se, reproduzir-se, aprender, comunicar-se, trabalhar etc. E é mediante o corpo que o homem é um ser social e religioso e por meio do corpo será um dia julgado por seu criador.  “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. 2 Cor. 5.10.

Em resumo, o corpo é a parte do homem que lhe dá consciência do mundo enquanto a alma que inclui o intelecto, emoções, sentidos é a sede da personalidade e é denominada a parte da autoconsciência. O espírito é a parte pela qual temos comunhão com Deus e somente pela qual podemos adorá-lo.

Vivência Cristã.

A Vida Cristã parte muito mais que momentos dedicados a Deus, a mensagem de Cristo seria o reatar nossa comunicação pessoal com Deus por intermédio do seu Espírito que nos assiste em nosso espírito, alma e corpo. Fomos reconciliados a Deus para realizarmos nossa existência nesta Terra dignamente, segundo os seus princípios de vida.

 “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. I Tess. 5.23.

Vida no espírito e Vida na alma.

Algumas idéias hoje tem nos levado a valorizar nossa vida a partir somente espiritualmente, outras somente pelo que sentimos, uma exaltação de nossa alma. O corpo, por sua vez, depende exclusivamente ser regido em favor de alguma ou ambas as partes.

A busca por vivências significativas que edificam nossa comunhão com Deus:

No espírito – busca pelos dons espirituais.

Na alma – amadurecimento emocional, inteligência emocional, perdão, confiança e outros. Fruto do Espírito em Gl. 5.22.

Nossa busca por Deus não nos anula ou nos mata, sua presença em nossa vida é para comunhão e não escravidão.

Consequências de uma busca fundamentada em um Deus que escraviza:

  1.  Autoritarismo.
  2. Hipocrisia, Farisaísmo.
  3. Conduta enfatizada por cobranças e somente críticas.
  4. Abandono.
  5. Manipulação, abusos de autoridade, falta de respeito, domínio.
  6. Medo, passividade.
Processo de amadurecimento.

Segundo o Miss. Coty, em seu livro “Cura e edificação do líder”, podemos estudar sobre sintomas de uma vida cristã fundamentada em uma busca escravista por Deus. No processo natural de amadurecimento podemos distinguir três fases:

  •   Infância: caracterizada pela dependência, centralizada no VOCÊ.
  •   Adolescência: caracterizada pela independência, centralizada no EU.
  •   Adulto: caracterizada pela interdependência, centralizada em NÓS.

Pessoas dependentes precisam das outras para conseguir o que desejam. Pessoas independentes conseguem obter o que desejam através de seus próprios esforços. Pessoas interdependentes combinam seus próprios esforços com os esforços dos outros para conseguir um resultado muito melhor.

A Bíblia nos ensina que precisamos ter comunhão, nos relacionarmos de forma amorosa, respeitosa, consciente, questionável e outras.

Abusos espirituais: a falta da Graça divina.

  1. Confronto e Afronta.
  2.   Intercessão e Acusação.
  3. Pacífico e Passivo.
  4. Unção e Dominação.
  5. Emancipado e Rebelde.
  6. Adoração e Legalismo.
  7. Anjos de Deus e Anjos demoníacos.
  8. Espiritual e Psicológico.

A mensagem de Cristo nos traz o reconhecer de quanto precisamos de Deus e do nosso próximo, nossas motivações precisam ser convertidas diariamente, o exercício de nossa fé precisa produzir fruto dignos de boas obras. Foi pela Graça e pela Fé no filho de Deus que fomos salvos e aguardamos um corpo glofificado.

Bibliografia.

BORGES, Marcos de Souza (Coty). Cura e Edificação do Líder. Almirante Tamandaré, PR: Àgape Produções, 2004.
CÉSAR, Marília de Camargo. Feridos em nome de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
Thatiana Rodrigues

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pedido de Doação...


Manos e Manas, estou participando de dois eventos que beneficiarão ribeirinhos da ilha de JUTUBA e de um centro de reabilitação em São Miguel do Guamá, ainda preciso de algumas cestas básicas e brinquedos para crianças. Creio que aprendemos com Jesus a repartir o que temos, pra mim é uma honra poder chegar nesses locais e dizer que as pessoas que enviaram as doações não foram movidas por um espíri...to natalino (espirito do peso ou descarrego de consciencia, segundo o que penso) mas pelo Espírito do próprio Deus que nos ensina diariamente que amar e dar; Ele nos amou de tal maneira q nos deu o seu melhor. Estes eventos são feitos mensalmente, pois me recuso em repartir somente neste período; entendi que sou cristã... 
Até nesta sexta estarei recebendo doações. Podem me encontrar no email thatireconciliacao@gmail.com.
Envie seu telefone que entro em contato. Shalom!!!
Thatiana Rodrigues